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7 lições de carreira e liderança em "O Lobo de Wall Street"

Sexta-feira, 21 de Março de 2014 às 14h15

7 lições de carreira e liderança em

INDEPENDENTEMENTE DOS FINS ESCUSOS, O PERSONAGEM INTERPRETADO POR LEORNADO DI CAPRIO TEM CARACTERÍSTICAS VALIOSAS PARA UM LÍDER


Com bom humor e muito exagero, a história contada no longa dirigido por Martin Scorcese segue a premissa de que os “fins justificam os meios”. Não há moral ou dinheiro que consiga frear a equipe liderada por Jordan Belfort (interpretado por Leonardo Di Caprio). Mas, se por um lado, todo o sucesso é construído em cima do fracasso dos investidores, os corretores da Stratton Oakmont tem os seus méritos para se destacar e competir em Wall Street.

Indicado a cinco Oscars e lançado no Brasil no dia 24 de janeiro de 2014, o filme já arrecadou no mundo todo US$ 338,671 milhões (cerca de R$ 790 milhões), segundo o site Box Office Mojo.

Época NEGÓCIOS conversou com especialistas em carreira e finanças para analisar aspectos inspiracionais da postura do personagem de Di Caprio e de seus funcionários. Independentemente dos fins escusos e totalmente antiéticos, confira abaixo o que eles podem nos ensinar sobre liderança, empenho e técnicas de mercado.

1. Dom da Oratória
Belfort sempre soube onde queria chegar – e esse destino significava riqueza e ostentação. Não era um profundo conhecedor do mercado financeiro, mas descobriu cedo que algumas técnicas – se empreendidas de modo eficaz – poderiam enganar os investidores e engordar a sua conta do banco. “Mesmo não entendendo muito bem, o seu poder da oratória o ajudava a utilizar uma técnica de vendas muito agressiva”, afirma Samy Dana, professor da FGV e especialista em finanças. “Ele não vendia com argumentos técnicos. Ao contrário, usava aspectos emocionais e sabia mostrar a confiança no produto dele. Se você não confia no seu produto, o cliente também não confiará”, avalia.

Estão vendo essa caixa preta na frente de vocês? O nome disso é telefone. O que vocês têm que fazer é tirá-lo do gancho e repetir as palavras que ensinei. Isso vai deixá-los mais ricos que o mais poderoso CEO deste país."

Desenvolvida a técnica, outro mérito fundamental de Belfort foi saber como transmiti-la à sua equipe.  “Ele é um mestre da persuasão. Sabe utilizar toda a sua habilidade para ensinar como os funcionários precisam trabalhar”, afirma Pedro Grawunder, consultor da Reciprhocal Gestão Estratégica de Recursos Humanos e autor do livro Os Filmes Que Todo Gerente Deve Ver. Para o consultor, isso se torna uma vantagem competitiva para a empresa e é fundamental para o sucesso dela.

2. Foco
O coaching Homero Reis enxerga outra qualidade no personagem de Di Caprio: a extrema determinação, foco e sedução. São características que destacam os bons líderes – se forem utilizadas com limites. “O problema dele é que ele leva tudo isso ao extremo. Toda aquela força que ele exerce pode tornar-se uma fraqueza a longo prazo”.

Os discursos de Jordan Belfort (Di Caprio) eram parte da estratégia de crescimento da corretora Stratton Oakmont  (Foto: Divulgação)
OS DISCURSOS DE JORDAN BELFORT (DI CAPRIO) ERAM PARTE DA ESTRATÉGIA DE CRESCIMENTO DA CORRETORA STRATTON OAKMONT (FOTO: DIVULGAÇÃO)
3. Discurso Motivacional
O filme dá grande destaque para os discursos de Belfort aos seus funcionários. É ali que Di Caprio apresenta o personagem que sabe como ninguém motivar a equipe. Comemora vitórias, despreza os concorrentes e louva os novos ‘ataques’ de sua corretora no mercado financeiro. “Ele sabe inspirar os funcionários a buscarem sempre mais e consegue mostrar que eles são capazes e que o sucesso da empresa é o sucesso deles”, diz Grawunder.

Para Reis, o discurso motivacional em si é importante porque todo mundo precisa de inspirações na vida. No caso de Belfort, no entanto, não é algo ético por não estar baseado em aspectos positivos e válidos. O discurso só traz resultado para a empresa dele - diga-se muito dinheiro (sujo) - porque Belfort sabe como construí-lo em cima de princípios de dependência e da necessidade das pessoas. “Ele diz exatamente aquilo que você precisa ouvir em função do que mais está lhe doendo”, diz Reis.

Vocês não precisam nem querem saber disso – o que querem saber é o resultado final: o dinheiro!"
JORDAN BELFORT (LEONARDO DI CAPRIO)
Em uma de suas apresentações, Belfort exalta o empenho de uma de suas melhores funcionárias – e conta que, ao trazê-la para a empresa, emprestando-lhe o dinheiro que ela necessitava para quitar as dívidas, ela conseguiu ‘crescer na vida’.

4. Seguir os valores da empresa
Todas as pessoas que resolvem seguir Belfort e integrar a equipe da Stratton Oakmont sabem muito bem que o que fazem é ilegal e que não ter escrúpulos na hora da venda faz parte do negócio. Dito isso: eles formam uma equipe coesa, que segue os valores e a missão da empresa – mesmo que esse valores fossem completamente antiéticos. “Deixar claro que o que a empresa considera bom e o que é ruim é, em si, um aspecto positivo. Sempre é importante ser transparente”, afirma Grawunder.

5. Fidelidade e Lealdade
Há fortes laços de camaradagem e parceria na corretora – algo que se estende fora do ambiente do trabalho. A fidelidade existe em grande parte do filme e o personagem de Di Caprio sabe tirar proveito disso para extrair cada vez mais dinheiro. “Enquanto ele se mantém fiel aos colaboradores, eles também se manterão”, afirma Reis.

Mas a moral de tudo isso é: isso tudo é legal? Claro que não"
JORDAN BELFORT (LEONARDO DI CAPRIO)
As vitórias são sempre muito comemoradas e a recompensa é abundante. Nesse ponto, o diretor Martin Scorcese exagera. Os happy hours são grandes festas onde há espaço para tudo: de stripers a campeonato de arremesso de anões. “Em termos de ambiente de trabalho, eu não tenho nenhum indicativo de que essas loucuras acontecem tão explicitamente assim fora da tela”, afirma Reis.

Todo mundo sabia exatamente o porquê estava ali e como ajudar a empresa a ganhar mais e mais dinheiro (Foto: Divulgação)
TODO MUNDO SABIA EXATAMENTE O PORQUÊ ESTAVA ALI E COMO AJUDAR A EMPRESA A GANHAR MAIS E MAIS DINHEIRO (FOTO: DIVULGAÇÃO)
6. Adequar-se ao trabalho
No filme, o personagem de Di Caprio exalta muito o fato de ter transformado “um bando de perdedores” em profissionais de sucesso. Os consultores, não entanto, não acham que esse é exatamente um exemplo a ser seguido.

Para eles, os funcionários próximos ao líder, não deixaram de ser bandidos. “Ele apenas trouxe essas pessoas para outro nível social. Do ponto de vista humano e ético, ninguém melhorou. Pelo contrário, com a riqueza, tornaram-se ainda mais viciados”, afirma Reis.

O personagem de DiCaprio também pecava ao tentar moldar profissionais para que eles ficassem exatamente do jeito que o ambiente de trabalho exigia. Ele e sua equipe defenestraram o funcionário que decidiu limpar o aquário num minuto de folga. Os consultores veem esse tipo de comportamento como ruim e inibidor da criatividade. “Se a pessoa tem uma ideia mais sensata ou não usual é silenciada”, afirma Grawunder.

7. Wall Street não é assim
O filme deixa a mensagem que o ambiente de Wall Street é completamente corruptor e que transforma pessoas normais em loucas drogadas em busca de dinheiro. Para os consultores, essa estratégia foi utilizada para transmitir algumas mensagens éticas, de conduta do mercado financeiro e da sociedade americana.  “Elas podem pensar: adoraria ter o dinheiro deles, mas não é dessa forma que devo agir”, afirma Grawunder.  Deixa também uma importante lição sobre o funcionamento do mercado financeiro. Para Dana, é importante ter em mente que nem sempre um investimento vai dar um retorno e que toda aplicação - sem exceção - traz um risco. “Se você não consegue ver o risco é porque provavelmente você está sendo enganado”, diz Dana.

 

Fonte Época Negócios

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