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Temer desqualifica gravação e diz que não renuncia

O presidente disse que demorou a se pronunciar porque esperava acesso aos documentos em que foi citado...

Sexta-feira, 19 de Maio de 2017 às 09h49

Temer desqualifica gravação e diz que não renuncia

O presidente da República, Michel Temer, disse em pronunciamento na tarde de quinta-feira (18) que não renunciará ao cargo após a notícia sobre gravação de conversa feita por executivo da JBS, na qual teria dado aval ao pagamento de propina à Eduardo Cunha, segundo reportagem do jornal O Globo publicada em site na quarta-feira (17). Temer negou que tenha autorizado propina. “Em nenhum momento autorizei que pagasse a quem quer que seja pra ficar calado. Não comprei o silêncio de ninguém por uma razão singelíssima, exata e precisamente, porque não temo nenhuma delação”, disse no pronunciamento transmitido desde Brasília. “Não renunciarei, repito, não renunciarei. Sei o que fiz e sei da correção dos meus atos. Exijo investigação plena e muito rápida para os esclarecimentos do povo brasileiro.”

O presidente disse que demorou a se pronunciar porque esperava acesso aos documentos em que foi citado. Ele disse que solicitou o conteúdo das gravações ao Supremo Tribunal Federal, mas que ainda não tinha conseguido acesso aos documentos. Segundo o jornal O Globo, Joesley Batista fez uma gravação em março na qual o presidente Temer parece endossar o pagamento de propina ao ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que está atualmente preso, a fim de mantê-lo calado. Quando Temer ouviu Batista sobre os pagamentos, o presidente teria sido gravado dizendo: “Tem que manter isso, viu?”, de acordo com o jornal. Também na gravação, o presidente teria indicado o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F, holding controladora da JBS. Posteriormente, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley, segundo o jornal.

A delação premiada da JBS também implicou o senador Aécio Neves, líder do PSDB, que foi gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista para, supostamente, pagar honorários advocatícios, segundo O Globo. Nessa conversa, Aécio Neves também ofereceu a Joesley a possibilidade de que ele nomeasse um diretor da Vale. A partir das informações da delação premiada da JBS, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, abriu inquérito para investigar o presidente Michel Temer na quinta-feira, e afastou Aécio Neves do mandato de senador, embora tenha rejeitado um pedido de prisão do parlamentar apresentado pela Procuradoria-Geral da República.

Fonte: Carnetec

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